Crise patriota
Viajar de trem uma hora e meia na ida e duas na volta não é lá mui fácil, embora acabe acostumando... Por falar em trem, isso me faz refletir nas duas únicas leis em vigor que são seguidas aqui no Brasil, mais especificamente em São Paulo onde o sistema de transporte urbano é no mínimo caótico: a lei de Murphy e a lei de Gérson. A primeira é notável: sempre entra mais gente no vagão do que você consegue pensar. A segunda é lógica e não se reserva apenas na linha do trem. Ela se aplica no nosso cotidiano e precisamos freqüentemente nos vigiarmos, para não colocarmos em prática a desonestidade cuja qual o brasileiro tem um orgulho imensurável. Que os machadianos me respondam: o que é o jeitinho brasileiro? É a maneira que encontramos de resolver nossos problemas ou a cara-de-pau que temos quando ludibriamos algo ou alguém e fazer com que a situação se torne mais amena? Que venha o primeiro bastardo berrar defronte a mim que o país vai crescer, desenvolver, com a raça que vive aqui!!! Chega de botar culpa no FMI, no imperialismo norte-americano, na ALCA (os que são contra a ALCA, alegam que é uma maneira encontrada pelos americanos para dominar a América Latina. Como assim? ela já não está dominada?). É óbvio que têm sua parcela de contribuição nesse gangbang que é o Brasil, todavia não foi o Bush que colocou o Severino Cavalcante na presidência do Congresso; não foi o Collin Powell que implantou um sistema de transporte urbano que custa R$2,10 por viagem cujos vagões são forrados com 'táubas' soltas para tampar os buracos e onde nenhuma porta se fecha durante o caminho [Linha F - Lilás(Calmon Viana - Brás)]. Povo burro! Até quando vão ficar com a bunda colada na televisão absorvendo o que nos oferecem como supositórios, sem fazer nada ou sem ao menos refletir no que estão enfiando ralo acima?